Maceió, 2 de outubro de 2026

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Eliminação na Copa do Brasil deixa sensação de fim de temporada para o Santos

Neymar em ação pelo Santos contra o CRB. — Foto: Ailton Cruz

A queda na Copa do Brasil deixa uma sensação de fim de temporada para o Santos. A eliminação precoce para o CRB, nesta quinta-feira, ainda na terceira fase da competição – a primeira que o Peixe disputou, tem peso esportivo, psicológico e financeiro.

O Santos havia ficado fora da Copa do Brasil em 2024 por causa de uma péssima campanha no Campeonato Paulista e o rebaixamento no Campeonato Brasileiro do ano anterior. Quando conquistou a classificação para a disputa desse ano, o discurso era de que o clube estava voltando ao lugar que não deveria ter saído. Contudo, foi apenas isso, um discurso.

O Peixe enfrentou a realidade e, sem conseguir ser competitivo ou agressivo em praticamente 160 dos 180 minutos contra o CRB, acabou por sucumbir contra o rival nas cobranças de pênaltis.

Eliminação na Copa do Brasil deixa sensação de fim de temporada para o Santos
CRB x Santos, no Estádio Rei Pelé. — Foto: Ailton Cruz

A impressão deixada ao apito final é de que a temporada acabou. Resta apenas a luta contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Faltam 31 rodadas ainda, é verdade, mas o Santos não dá sinais convincentes de fará algo diferente do que fez até o momento.

Na parte financeira, o Santos deixa de receber R$ 3.638.250,00 por não avançar para a próxima fase. Perde, também, a chance de maiores premiações caso seguisse avançando na Copa do Brasil. Como a competição é a que melhor remunera os clubes no país, a queda ainda na terceira fase pesa muito no planejamento de um clube que vive no limite de sua saúde financeira.

Eliminação na Copa do Brasil deixa sensação de fim de temporada para o Santos
CRB x Santos: Danielizinho quase marca para o Galo. — Foto: Ailton Cruz

Em relação à parte esportiva, o Santos chega em junho com um cenário como foi o do ano passado, com apenas uma competição pela frente. Com a janela do meio de temporada batendo à porta, o calendário do Peixe deixa de ser atrativo comparado aos rivais. O clube deixa de ser uma vitrine importante.

Porém, a parte psicológica é que mais pesa neste momento. O Santos tem peças interessantes como Zé Rafael, Rollheiser, Tiquinho Soares, Deivid Washington, Soteldo e Barreal, além, claro, de Neymar. Mas parece que, sem o craque em campo, a equipe não tem poder ofensivo algum. É um time que sem o camisa 10 sofre demais para criar e ameaçar a defesa rival.

O Santos mudou o treinador, mas é preciso mais do que isso para atravessar a má fase. É preciso um choque de temperamento em campo, uma alteração de postura radical. O Santos precisa viver o futebol e não apenas sobreviver.

É um time que começa bem as partidas, mas vai se apequenando em campo com o passar do relógio. Se o gol não sai, a ansiedade toma conta, os erros vão acontecendo em escala e, se Gabriel Brazão não evitar, o gol adversário sai.

O jogo contra o CRB parecia ter o mesmo roteiro. O que evitou o pior (no tempo normal) foi a entrada de Neymar. Em poucos toques, o camisa 10 deixou os companheiros por três ou quatro vezes na cara do gol. Faltou capricho para o gol sair. Um Neymar só não faz um Santos vencedor.

O craque deu a letra no fim da partida. Não pode depender só dele. Esse elenco tem três jogos para provar que é tão capacitado quanto o camisa 10 para sair dessa má fase. Em outros momentos, Neymar demonstrou uma postura mais serena sobre a possibilidade de seguir no Santos. Após o jogo contra o CRB, a sensação foi que, se os demais atletas também não ajudarem, a sequência dele no clube fica em risco.

Seria um cenário perfeito para uma tragédia que vem se construindo desde o início do Campeonato Brasileiro. Se já está difícil o Santos sair dessa fase tendo Neymar, sem ele a missão se tornaria bem mais complicada.

Por: Bruno Gutierrez — Santos, SP

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