Maceió, 2 de outubro de 2026

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O que é Mossad e por que atacar órgão de inteligência de Israel impressiona

David Barnea, o chefe do Mossad, em conversa com Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelense – GPO Israel

A Guarda Revolucionária do Irã reivindicou nesta terça-feira (17) um ataque ao centro de inteligência externa de Israel, o Mossad, em Tel Aviv. Nessa segunda-feira (16), anunciou a execução de um agente do órgão israelense, considerado o serviço secreto do país e um dos mais sofisticados do mundo.

TV estatal divulgou nesta terça-feira (17) comunicado da organização iraniana que reivindica ataque ao Mossad. A Guarda “atacou o centro de inteligência militar do Exército do regime sionista, Aman [Direção de Inteligência Militar], e o centro de planejamento de operações terroristas do regime sionista, o Mossad, em Tel Aviv. Este centro está atualmente em chamas”, diz a nota lida durante uma transmissão da emissora. Israel ainda não se pronunciou sobre o suposto ataque.

Mossad é a agência de inteligência israelense com atuação no exterior, equivalente à CIA, para os EUA. O órgão foi criado em 1949, um ano após a criação do Estado de Israel, e é oficialmente chamado de Instituto para a Inteligência e Operações Especiais.

É considerado um dos serviços secretos mais sofisticados do mundo. Ao lado da Aman e da Shin Bet (agência de inteligência voltada à segurança interna), o Mossad é um dos principais órgãos da Comunidade de Inteligência de Israel.

David Barnea, um ex-soldado de 60 anos, foi nomeado diretor da agência em junho de 2021. No cargo, ele responde diretamente ao primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu. Segundo o The Jerusalem Post, Barnea estudou economia e finanças no Instituto de Tecnologia de Nova York. Anos mais tarde, quando voltou a Israel, trabalhou como economista em um banco, se destacando por ter promovido negócios importantes, fusões e aquisições. Sua experiência como investidor o ajudou a abrir empresas fantasmas na Europa e no sudeste asiático, permitindo assim a infiltração de espiões no Irã.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por:  Manuela Rached Pereira / Folhapress

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