Maceió, 2 de outubro de 2026

SIGA-NOS

Suspeitos de matar casal a mando de advogados em chácara são presos

Polícia Civil de Piracicaba prende mais duas pessoas suspeitas de envolvimento na morte de casal de empresários morto em São Pedro – Polícia Civil

Duas pessoas, de 60 e 39 anos, foram presas nesta quinta-feira (17) por suspeitas de envolvimento no assassinato do casal de empresários José Eduardo Ometto Pavan, 69, e Rosana Ferrari, 61, encontrados mortos, com marcas de tiros, dentro de uma camionete em uma chácara na serra de São Pedro (a 192 km de São Paulo), em 6 de abril. Uma arma que teria sido usada no crime foi apreendida.

De acordo com a Polícia Civil, os dois presos teriam sido contratados como executores dos crimes de homicídio e ocultação de cadáver. O homem, de 60 anos, é cunhado de outro investigado, preso no mês passado em Praia Grande, no litoral paulista, e também apontado como executor do assassinato do casal.

Os nomes não foram divulgados, e a polícia ainda não deu detalhes de qual seria a participação da outra pessoa de 39 anos.

Os mandados de prisão e busca e apreensão foram cumpridos em três endereços no bairro Cidade Aracy, em São Carlos (a 232 km de São Paulo).

No total, seis pessoas já foram presas suspeitas de envolvimento no assassinato do casal de empresários. No mês passado, foram presos dois advogados de 44 e 47 anos, que têm escritório em São Carlos.

De acordo com a Polícia Civil, eles são os responsáveis por encomendarem as mortes após se apropriarem de R$ 12 milhões em imóveis das vítimas. Além deles, também foram presos dois homens de 54 e 57 anos, que teriam sido contratados para executar o crime e ocultar os cadáveres.

“Com o cumprimento dos mandados foram apreendidos os aparelhos de telefone celular dos investigados, bem como computadores. A análise de tais equipamentos reforçou a tese investigativa de que os advogados são os mandantes do crime e permitiram identificar mais uma pessoa envolvida no crime”, disse a Polícia Civil, em nota.

As investigações apontaram que os advogados ainda enganaram o casal a pagar despesas processuais inexistentes. Os valores pagos desnecessariamente chegam a R$ 2,8 milhões, segundo a polícia.

ENTENDA O CRIME

 

 

Por: Simone Machado / Folhapress

Compartilhe