Maceió, 2 de outubro de 2026

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Médico é preso no Rio após paciente morrer em cirurgia estética

Reprodução/TV Globo

A Polícia Civil do Rio prendeu na segunda-feira (15) o médico José Emílio de Brito, acusado de realizar a cirurgia estética que resultou na morte de uma jovem de 28 anos na semana passada. O procedimento, uma lipoaspiração com enxerto de glúteos, foi feito em uma clínica de Campo Grande, na zona oeste da cidade, no dia 8 de setembro.

Marilha Menezes Antunes não resistiu às complicações e morreu ainda na unidade. O laudo do IML (Instituto Médico Legal) apontou perfurações nos rins e hemorragia interna como causa da morte.

O mandado de prisão temporária contra Brito, válido por 30 dias, foi expedido pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro a pedido da Polícia Civil e do Ministério Público. Ele foi localizado e detido na Tijuca, zona norte, por cinco agentes da Decon (Delegacia do Consumidor).
A defesa do médico afirmou que ele não resistiu à prisão e disse confiar no trabalho das autoridades.

A polícia trata o caso como homicídio doloso, com dolo eventual. “O médico assumiu diversos riscos, entre eles a falta de anestesista. Acreditamos que vários equívocos foram cometidos, mas com vontade de cometer”, disse o delegado Wellington Vieira, da Decon.
Segundo um perito ouvido nesta segunda-feira, a necropsia revelou sete perfurações compatíveis com lipoaspiração, sendo duas delas penetrantes, que atingiram a cavidade abdominal e provocaram a hemorragia.

De acordo com a investigação, no entanto, a declaração de óbito assinada pelo médico apontou como causa da morte broncoaspiração e parada cardiorrespiratória.

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