Maceió, 2 de outubro de 2026

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Pastana expressa descontentamento com grande número de mudanças na temporada do CSA: “Isso gera desconfiança no ambiente”

O executivo de futebol azulino, Rodrigo Pastana | Augusto Oliveira / CSA

O executivo de futebol do CSA, Rodrigo Pastana, participou da entrevista coletiva, na manhã desta quinta-feira, 23, que apresentou Higo Magalhães como novo técnico do clube. É o quarto treinador em apenas cinco meses de temporada. O dirigente fez críticas ao excesso de trocas e justificou que isso gera desconfiança no ambiente do time.

Pastana ressaltou que tem acompanhado os jogos do Azulão desde o início do ano, quando houve a eliminação para o Iguatu na Pré-Copa do Nordeste, quando o treinador ainda era Rogério Corrêa, demitido após o jogo seguinte, ao vencer o Coruripe. Marcelo Cabo foi contratado na sequência e demitido depois da eliminação no Campeonato Alagoano. Cristian de Souza foi o escolhido, já sob consultoria de Pastana, para comandar o CSA na Copa Alagoas e a Seletiva da Copa do Brasil, mas o mau início na Série C do Brasileiro derrubou o treinador.

“O que tem pesado é o tanto de mudança. É muita mudança. Estamos indo para o quarto comandante. Afastamos ou liberamos 12 atletas, contratamos outros oito. É muita mudança para quem está ainda em maio. Isso gera desconfiança tremenda no ambiente, conflitos. A questão política não entra no vestiário e no departamento de futebol. Tentamos gerir da melhor forma possível. Esse não é um problema que afeta o campo. Aqui não tem afetado, mas sim o tanto de mudanças. Dos quatro técnicos, três têm metodologias completamente diferentes. Talvez, dois deles tenham metodologias semelhantes. Isso atrapalha bastante, causa uma confusão, um conflito gigante na cabeça do atleta, que cada hora tem que jogar de um jeito. Uma hora é mais organização defensiva, outra tem transição, outra hora mais organização ofensiva, outra o controle do jogo. É terrível isso”, disse Pastana.

Aos 42 anos, Higo Magalhães chega ao CSA após boas campanhas de recuperação pelo Vila Nova. Em 2021, ele assumiu o barco na 21ª rodada da Série B, quando a missão era clara de evitar o rebaixamento. O objetivo foi conquistado, mas não só isso: ele conseguiu o feito de ter a terceira melhor campanha do returno e o alvirrubro terminou o campeonato na nona colocação.

O auxiliar Zé Carlos, o técnico Higo Magalhães e o executivo Rodrigo Pastana (Foto: Augusto Oliveira / CSA)

Depois da saída do Tigre, o treinador ainda teve passagens apagadas pelo Centro Oeste (GO), Manaus e Camboriú antes de voltar ao próprio Vila no final da temporada passada, na missão de conquistar o acesso para a Série A faltando somente cinco jogos para o fim. Apesar de entrar na última rodada dentro do G4, o clube perdeu para o ABC e de quebra a vaga para primeira divisão. Ele foi mantido na equipe para a temporada 2024, mas foi demitido após a derrota por 2 a 0 para a Aparecidense na ida da semifinal do Goiano.

Na última passagem, Higo comandou 15 partidas, somando 10 vitórias, três empates e apenas duas derrotas. O aproveitamento de 73% não foi suficiente para segurá-lo no cargo, que já recebia pressão da torcida após mostrar pouca evolução nos jogos.

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