Maceió, 2 de outubro de 2026

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Polícia faz nova operação contra o Comando Vermelho no Rio; duas pessoas morrem

Divulgação/PMRJ

As polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro realizam mais uma fase da Operação Contenção, na manhã desta quarta-feira (19), contra a expansão territorial do CV (Comando Vermelho) na zona Oeste da capital fluminense. Até o momento, duas pessoas morreram, duas foram baleadas e oito suspeitos foram presos.

Os agentes cumprem mandados na região da Vila Kennedy. Segundo a polícia, as equipes foram recebidas a tiros por criminosos na chegada à comunidade e revidaram.

Durante o cerco, um grupo teria tentado fugir e teve o carro interceptado na avenida Brasil, na altura de Realengo. Segundo a PM, os agentes deram ordem de parada aos suspeitos, que não obedeceram e efetuaram diversos disparos contra os policiais. Houve confronto e dois suspeitos não resistiram aos ferimentos e morreram no local; os outros dois foram socorridos ao Hospital Municipal Albert Schweitzer.

Com o grupo, os agentes apreenderam dois fuzis e uma pistola. Segundo a Subsecretaria de Inteligência da Polícia Militar, os suspeitos eram traficantes da Vila Kennedy e estavam tentando chegar aos complexos do Alemão e da Penha para fugir da operação.

De acordo com a polícia, integrantes do CV são alvos de mandados de prisão e busca e apreensão na ação. A corporação ainda não informou o número de mandados que busca cumprir.

Durante a ação, os policiais encontraram droga escondida pelos criminosos na Escola Municipal Joaquim Edson de Camargo. Conforme a polícia, a ação demonstra a prática recorrente da facção de utilizar escolas como bunkers para ludibriar a ação das forças de segurança. Foram apreendidas drogas, rádio transmissor e caderno de anotações. O material ainda está sendo contabilizado.

As investigações revelaram a existência de um sistema estruturado de domínio territorial, econômico e bélico, instalado na comunidade da Vila Kennedy, que funcionava como base estratégica para ações ofensivas direcionadas aos bairros do Catiri (Bangu), Carobinha (Campo Grande) e Largo do Corrêa. A facção buscava expandir e consolidar seu domínio armado, impondo rotinas de violência, intimidação e controle social.

Conforme a Polícia Civil, o trabalho investigativo foi realizado ao longo de meses e incluiu oitivas de testemunhas, ações de inteligência, monitoramento digital, quebra judicial de sigilos telemáticos e outras técnicas. As diligências permitiram identificar cerca de 50 criminosos atuando diretamente em atividades como tráfico de drogas, ataques intercomunidades, extorsões, controle territorial e logística armada.

Segundo a investigação, o grupo faz uso de drones não apenas para monitorar forças de segurança, mas também para planejar e executar ataques, registrando imagens que posteriormente são divulgadas em redes sociais como propaganda criminosa e instrumento de intimidação. Também foram identificados grupos de mensagens dedicados ao planejamento e coordenação de investidas armadas na região.

 

 

Por: CNN Brasil

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