Maceió, 2 de outubro de 2026

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Arqueólogos descobrem esqueletos de cavalos de 2 mil anos na França

Hamid Azmoun/Inrap

Arqueólogos na França descobriram nove sepulturas “surpreendentes” contendo os esqueletos de 28 cavalos que foram enterrados há cerca de 2 mil anos, embora sua causa de morte exata permaneça um mistério.

Descobertas em Villedieu-sur-Indre, uma comuna no centro da França, duas das sepulturas foram totalmente escavadas até agora, disse o Instituto Nacional de Pesquisas Arqueológicas Preventivas (INRAP) em um comunicado.

Os cavalos foram datados por radiocarbono de algum período entre 100 a.C. a 100 d.C.

Os arqueólogos encontraram 10 esqueletos de cavalos completos em uma cova e dois na outra, todos cuidadosamente posicionados da mesma maneira, deitados sobre o flanco direito com as cabeças voltadas para o sul.

Todos esses cavalos foram enterrados ao mesmo tempo, logo após suas mortes, disseram os arqueólogos após observarem a posição dos esqueletos e as conexões entre os ossos.

Outra sepultura está situada entre essas duas covas, mas contém dois cães de tamanho médio, ambos deitados sobre o flanco esquerdo com as cabeças voltadas para o oeste.

Os arqueólogos ainda não escavaram completamente as sepulturas restantes, mas já identificaram um total de 28 cavalos a partir dos crânios e ossos coxais que aparecem na superfície.

Mortos em batalha ou sacrifício ritual?

No entanto, a causa exata da morte dos cavalos ainda permanece incerta.

Os arqueólogos descartaram uma epidemia, pois não há potros ou éguas nessas sepulturas; todos os esqueletos são garanhões adultos com mais de quatro anos de idade. Isso deixa, segundo os arqueólogos, a possibilidade de que esses cavalos tenham sido mortos em batalha ou como parte de um sacrifício ritual.

Quando esses cavalos morreram há cerca de 2 mil anos, havia um assentamento celta fortificado conhecido como oppidum a apenas algumas centenas de metros de distância, e essa localização reflete a de outros dois locais de sepultamento de cavalos semelhantes que os arqueólogos já haviam descoberto na mesma região.

Devido a essa localização, eles hipotetizaram que as mortes dos cavalos nos locais poderiam estar conectadas às batalhas das Guerras Gálicas, nas quais Júlio César conquistou a Gália entre 58 e 50 a.C.

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