A praia de Bondi, a mais famosa da cidade de Sydney, na Austrália, recebia a celebração do primeiro dia do Hanukkah, uma das datas mais tradicionais do calendário judaico. Em uma imagem de satélite é possível ver o gramado onde ocorria o evento e a passarela de onde os terroristas começaram a atirar. Vídeos registraram o momento em que as pessoas tentam fugir.
Dois terroristas realizaram o ataque; a polícia da Austrália disse que eles fazem parte da mesma família. O pai, de 50 anos, morreu e o filho, de 24, foi ferido e preso graças a um ato de heroísmo. Um homem desarmado conseguiu imobilizar e tirar a arma do terrorista. Ele chegou a apontar a arma para o atirador, mas não disparou. O herói é Ahmed Al Ahmed, um comerciante de frutas de 43 anos.
Na ação, ele foi baleado duas vezes e passou por uma cirurgia. Autoridades australianas exaltaram a coragem e afirmaram que o ato de bravura salvou vidas de inocentes. Entre os inocentes mortos está o rabino Eli Shlanger, de 41 anos. Em Tel Aviv, israelenses fizeram uma vigília pelas vítimas do atentado na Austrália.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores de Israel, pelo menos um cidadão israelense, que não teve a identidade divulgada, foi morto no ataque. Em um pronunciamento, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse ter alertado o premiê da Austrália sobre o aumento de crimes de ódio contra judeus no país.
Em nota, a Confederação Israelita do Brasil disse que atacar judeus enquanto celebram sua fé é um ataque aos valores mais fundamentais da convivência democrática, à liberdade religiosa e ao direito de viver sem medo. O governo do Brasil expressou solidariedade às famílias das vítimas e às pessoas feridas no ataque e disse que o Brasil repudia todo ato de terrorismo e qualquer manifestação de antissemitismo, ódio e intolerância religiosa.
