
A Polícia Civil investiga se o corpo encontrado no município de São Miguel dos Milagres, nessa quinta-feira (19), é de uma das 18 pessoas desaparecidas na região do Litoral Norte de Alagoas.
O cadáver, segundo a polícia, estava em estado avançado de decomposição, o que dificulta o reconhecimento. Ele foi achado enterrado em uma área de vegetação, depois do trabalho do Corpo de Bombeiros, da Polícia Civil e da Polícia Militar, com o auxílio de cão farejador.
Veja vídeo:
O delegado Ronilson Medeiros informou que a vítima usava um short com referência a Harry Potter, uma série de magia que ganhou notoriedade tanto na literatura quanto no cinema. Pela peça de roupa, algum familiar pode reconhecer quem era o rapaz.
Suspeita de cemitério clandestino
O número de desaparecidos no Litoral Norte já chega a 18, e a polícia suspeita da existência de um cemitério clandestino na localidade onde possam estar essas pessoas.
“Se [a sociedade] souber de alguma situação envolvendo um cemitério clandestino, com certeza tem naquela cidade…Já são 18 pessoas e tem alguns com mais de um ano desaparecidos, essa pessoa não foi transitar em outro local, não quis quebrar um vínculo familiar, não é um desaparecimento voluntário, é um desaparecimento criminoso”, explicou o delegado no início deste mês.
Ronilson ainda explicou que existe subnotificação de desaparecidos pelos familiares terem medo de procurarem as autoridades e fazerem o boletim de ocorrência.
O delegado Ronilson Medeiros informou que a vítima usava um short com referência a Harry Potter, uma série de magia que ganhou notoriedade tanto na literatura quanto no cinema. Pela peça de roupa, algum familiar pode reconhecer quem era o rapaz.
“É percebido pelos noticiários que o tráfico de drogas vem aumentando na região, a questão de homicídios também é preocupante. Não tenho lugar para falar dos números de homicídio, mas falo com propriedade da questão dos desaparecimentos. Vale ressaltar que existe uma quantidade muito grande de subnotificação naquela região, a gente percebe que muitos dos familiares tem medo de fazer o boletim de ocorrência”.
Por: Redação/TNH1
