Maceió, 1 de outubro de 2026

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Técnica de enfermagem é enforcada por paciente dentro de UPA


Profissional da saúde foi enforcada por paciente dentro de UPA. Agência Brasília

Uma técnica de enfermagem foi agredida por uma paciente que teria utilizado um cabo de carregador de celular para enforcá-la. O caso aconteceu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Riacho Fundo II, na madrugada dessa terça-feira (29/9).

O Instituto de Gestão Estratégica do DF (Iges-DF) informou que a profissional precisou ser socorrida e ajudada por outros colegas que estavam de plantão. A técnica de enfermagem optou por não se identificar.

“A equipe assistencial interveio imediatamente para interromper a agressão e preservar a segurança da profissional e dos demais presentes. A paciente, que apresentava um quadro de agitação, foi contida pela equipe e permaneceu sob cuidados assistenciais para avaliação e acompanhamento”, explicou o instituto.

A gestão da unidade de saúde informou que a profissional agredida foi acolhida e atendida pela equipe médica. Após o episódio, ela foi afastada das atividades. O Iges-DF afirmou ainda que tomou todas as providências cabíveis e relatou ter registrado boletim de ocorrência pela agressão cometida.

Segundo o Iges, o instituto tem tomado medidas para reforçar a segurança dos colaboradores e conscientizar os pacientes.

“O IgesDF destaca ainda que já vinha programando e adotando medidas para ampliar a prevenção e a segurança dos colaboradores nas unidades, incluindo ações de orientação, conscientização e reforço dos fluxos de atendimento diante de situações de violência”.

O instituto ressaltou não compactuar com qualquer forma de violência contra seus profissionais e reforça que situações dessa natureza são tratadas com seriedade, com adoção das medidas necessárias para proteger colaboradores, pacientes e acompanhantes.

Coren-DF pede providências

Após o episódio de agressão, o Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) cobrou medidas de segurança do IgesDF, do Governo do Distrito Federal (GDF) e da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF).

“Até quando a enfermagem terá que suportar a violência no exercício da profissão? Até onde pode chegar a ira de alguém que não conseguiu atendimento?”, questionou o presidente Coren-DF, Elissandro Noronha. “Basta de violência! A enfermagem está na linha de frente para cuidar e também deve ser protegida”.

Na manifestação, o conselho também pediu a regulamentação das leis nº 7.743/2025 e 7.934/2026. A primeira lei foi sancionada em setembro de 2025 e determina o uso de serviços especializados de vigilância privada nas unidades públicas de saúde do DF. Já a segunda cria o Programa de Proteção e Segurança Integral aos Profissionais de Saúde no DF.

 

 

 

Por: Metrópoles

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