
Após uma intensa mobilização da rede Plid/AL, que durou pouco mais de 24 horas, a criança Maria Natalina da Silva, de 11 anos, e a adolescente Kécia Miranda de Oliveira, de 16 anos, foram localizadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na manhã desta terça-feira (5), em Delmiro Gouveia, município do sertão alagoano. O Ministério Público de Alagoas (MPAL), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Delmiro Gouveia e com o apoio do Conselho Tutelar, organizou o traslado para garantir o retorno seguro das duas.
As buscas tiveram início com uma série de orientações e uma operação de varredura das polícias, acompanhadas de perto pela equipe do Plid, que coordenou as ações e interagiu com diversos órgãos da sua rede de apoio. O policial rodoviário federal Rodolfo Melo foi quem notificou Amanda Gomes, gerente do Plid/AL, sobre a localização das jovens. Seguindo o protocolo, uma chamada de vídeo foi realizada para verificar que ambas estavam bem fisicamente, o que foi confirmado.
Em Maceió, a mobilização foi iniciada pelo promotor de Justiça da Infância e Juventude, Gustavo Arns, que acionou o promotor Dênis Guimarães em Delmiro Gouveia. O promotor, por sua vez, envolveu o Conselho Tutelar, que organizou o transporte das jovens até Arapiraca. De lá, a conselheira Cinha Cerqueira e uma equipe partiram de Maceió para acompanhá-las em segurança até a capital.
Enquanto o traslado era providenciado, o Plid/AL contatou a Rede de Atenção à Vítima de Violência (RAVV) para realizar exames nas jovens, considerando que estavam expostas a uma situação de vulnerabilidade por mais de 24 horas.
“Graças a Deus contabilizamos mais um caso elucidado com as vítimas sento devolvidas às suas famílias com vida. Tivemos uma grande mobilização na rede Plid, com o Ministério Público e as polícias envolvidos, a mídia contribuindo ao replicar nosso apelo em forma de matéria e, nesta manhã, tivemos a grande notícia. Com a Maria Natalina e a Kecia entregues aos seus familiares, cabe agora às autoridades competentes investigar e adotar as medidas cabíveis que o caso requer”, declara a coordenadora do Plid, promotora de Justiça Marluce falcão.
Até o momento, as razões pelas quais as jovens se ausentaram de suas casas permanecem desconhecidas. Para colaborar com a busca de outras pessoas desaparecidas, as fotos estão disponíveis na página oficial do PLID/AL no Instagram (@sinaliplidal). É possível compartilhar os cards com cautela, respeitando a sinalização nas cores verde (localizado com vida) ou preta (localizado em óbito).
