Maceió, 2 de outubro de 2026

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Plano de envenenamento contra Lula foi discutido por militares, diz PF

Arquivo/Folhapress

Operação da Polícia Federal revela plano golpista envolvendo militares e tentativa de assassinato de Lula

Em uma decisão que autorizou a operação da Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (19), o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), revelou que os militares suspeitos estavam envolvidos em um grupo clandestino no aplicativo Signal, denominado Copa 2022. Nesse grupo, os participantes adotaram codinomes associados a seleções de futebol, como Alemanha, Áustria, Brasil, Argentina, Japão e Gana, para esconder suas identidades.

De acordo com a PF, o grupo planejava um golpe de Estado para impedir a posse do então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após sua vitória contra o então presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022. O plano incluía, entre outras ações, o envenenamento de Lula, levando em conta sua saúde fragilizada e visitas frequentes a hospitais, com a intenção de causar um colapso orgânico.

Além do envenenamento, outro aspecto do plano golpista, denominado “Punhal Verde e Amarelo”, envolvia o assassinato de Lula e de seu vice, Geraldo Alckmin (PSB). O alvo da operação também incluía o ministro Alexandre de Moraes, com a intenção de prendê-lo e matá-lo.

A PF cumpriu mandados de busca e apreensão e prisão em três estados (Rio de Janeiro, Goiás, Amazonas) e no Distrito Federal, envolvendo ao menos quatro militares, incluindo o general da reserva Mario Fernandes e os tenentes-coronéis Hélio Ferreira Lima, Rafael Martins de Oliveira e Rodrigo Bezerra de Azevedo. Também foi preso o policial federal Wladimir Matos Soares, que fazia parte do grupo.

Essas prisões marcam um avanço nas investigações sobre o envolvimento de militares e outros membros de uma organização criminosa no planejamento de um golpe para impedir a posse de Lula, após a acirrada disputa eleitoral contra Bolsonaro. O ex-presidente Bolsonaro, que continua sendo investigado pela PF sobre seu papel no plano golpista, acumulou declarações que incitam ações antidemocráticas e está inelegível devido a sua conduta.

A operação segue em andamento, com investigações para desmantelar a organização criminosa responsável por esses atentados contra a democracia e a estabilidade institucional do Brasil.

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