
Mudanças Climáticas Intensificam Microbursts, Ameaçando Árvores Gigantes da Amazônia
De acordo com um estudo publicado na revista American Geophysical Union, as mudanças climáticas têm contribuído para a intensificação dos microbursts, fenômenos climáticos extremos que estão levando à morte de árvores gigantes na Amazônia.
O que são microbursts?
Os microbursts — ou microexplosões — são ventos extremamente fortes que se originam em nuvens de tempestade do tipo cumulonimbus, caracterizadas por seu grande desenvolvimento vertical. Durante o fenômeno, uma corrente de ar descendente despenca violentamente em direção ao solo, concentrada em uma área pequena.
Esses ventos podem alcançar velocidades superiores a 200 km/h, causando quedas de árvores e danos a estruturas. Embora possam ocorrer durante todo o ano, os microbursts são mais frequentes no verão, devido às altas temperaturas e elevada umidade, que favorecem a formação de tempestades intensas.
Diferenças entre microbursts e macroexplosões
Os microbursts afetam uma área limitada, com ventos se espalhando horizontalmente por até 4 quilômetros. Já as macroexplosões, como definido pela Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos EUA (NOAA), impactam áreas maiores, ultrapassando essa extensão.
Impactos do fenômeno
Além de representar riscos para árvores de grande porte, como as que predominam na Amazônia, os microbursts também são perigosos para a aviação, especialmente durante decolagens e pousos, devido à força dos ventos repentinos. O fenômeno é frequentemente acompanhado por estrondos altos, descritos como semelhantes ao som de um trem de carga.
Com o agravamento das mudanças climáticas, os microbursts estão se tornando mais frequentes e intensos, ampliando os danos ao ecossistema amazônico, já pressionado por desmatamento e outras ameaças ambientais.
