
Dados do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) apontam que, entre janeiro e outubro de 2024, 3.734 animais foram flagrados mantidos em cativeiros ilegais, seja dentro de residências, estabelecimentos, em feiras livres e outros locais.
Destes, 3.709 se trataram de aves de diversas espécies, com destaque para os galos-de-campina, papa-capim e sibite. As ocorrências registradas, em sua maioria, decorrem de denúncias da população, mas também são resultado do trabalho preventivo fiscalizatório.
De acordo com o sargento Rosival Santos, comandante de guarnição no BPA, o combate ao cativeiro ilegal esbarra em uma cultura bastante enraizada na sociedade, que precisa de repressão, mas também de conscientização.
“Ao detectar os alvos, fazemos todos os procedimentos previstos em Lei relativo ao resgate e registro dos casos; mas, em paralelo, sempre buscamos explicar os impactos ambientais desta prática, que muitos enxergam até mesmo como terapia. Falando sobre os prejuízos para as espécies e, consequentemente, para o meio ambiente, destacamos que mantê-las em cativeiro está destruindo aos poucos a nossa fauna”, reforça.
O Artigo 29 da Lei 9.605 prevê que matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida, é crime contra o meio ambiente, com pena de detenção de seis meses a um ano, além de multa.
Após o resgate por parte do BPA, os animais são entregues ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), localizado em Maceió.
Existe uma forma de criação legal, que precisa de autorização prévia dos órgãos competentes, como o Ibama ou o Instituto do Meio Ambiente (IMA/AL). Neste caso, é necessário adquirir o animal de criadouros legais e seguir as diretrizes estabelecidas.
Estatísticas
O maior número de ocorrências contabilizadas neste ano foi registrado em Maceió e nos municípios da Região Metropolitana de Rio Largo e Marechal Deodoro. Especificamente na capital alagoana, a maior incidência esteve nos bairros da parte alta da cidade – Benedito Bentes, Cidade Universitária e Tabuleiro do Martins.
Por: Gazeta Web
