Maceió, 1 de outubro de 2026

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Planos de saúde, tomate e cebola: Impactos na inflação de Março

Ministério Público denunciou mulher acusada de agressão | Foto: Divulgação

Planos de Saúde, Tomate e Cebola Impulsionam Inflação de Março

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sediado no Rio de Janeiro, divulgou nesta quarta-feira (10) que a inflação de março, registrada em 0,16% pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi principalmente atribuída às altas nos preços dos planos de saúde, tomate e cebola. Em fevereiro, a inflação havia sido de 0,83%.

Durante o mês, o preço da cebola subiu 14,34%, enquanto o do tomate aumentou 9,85%. Outros alimentos também registraram aumentos consideráveis, como a banana prata (7,79%).

André Almeida, pesquisador do IBGE, apontou que esses aumentos foram influenciados por uma menor oferta, agravada em 2024 pelo El Niño, intensificando os efeitos climáticos adversos sobre as colheitas.

Além disso, produtos como açaí (14,20%), alho (7,90%), mamão (6,40%) e laranja pera (5,49%) também contribuíram para a alta nos preços alimentícios.

No entanto, apesar do aumento nos alimentos, o grupo alimentação e bebidas registrou uma redução em sua taxa em relação a fevereiro, quando foi registrado um índice de 0,95%.

Outro fator que contribuiu significativamente para a inflação de março foi o aumento nos preços dos planos de saúde, que variaram 0,77% no mês.

Por outro lado, o grupo transportes apresentou uma deflação de 0,33%, ajudando a conter a inflação geral. A queda nas passagens aéreas (-9,14%), no gás veicular (-2,21%), no óleo diesel (-0,73%) e na tarifa do ônibus urbano (-0,06%) contribuíram para esse resultado.

Comunicação (-0,13%) e artigos de residência (-0,04%) também registraram deflação em março. O item educação, que tinha sido o principal responsável pela inflação de fevereiro, com uma taxa de 4,98%, acusou uma taxa de apenas 0,14% em março, contribuindo para a queda do IPCA.

Os demais grupos de despesas apresentaram as seguintes taxas de inflação: habitação (0,19%), vestuário (0,03%) e despesas pessoais (0,33%). Entre as capitais e regiões metropolitanas, a maior alta de preços foi observada em São Luís (0,81%), enquanto Porto Alegre foi a única a apresentar deflação (-0,13%).

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