
Corregedoria da PM de Alagoas investiga abordagem truculenta na Chã da Jaqueira
A Corregedoria da Polícia Militar de Alagoas (PM/AL) iniciou um procedimento administrativo para apurar a conduta de policiais envolvidos em uma suposta abordagem truculenta na Chã da Jaqueira, em Maceió. O incidente ocorreu em 17 de abril e foi capturado por câmeras de segurança. As imagens mostram três agentes, alegadamente do 4º Batalhão, conduzindo uma abordagem em frente à residência de um homem. Quatro pessoas estão presentes na porta da casa, sendo que uma delas filma os policiais com um celular. Durante o ocorrido, um dos PMs aplica uma técnica de estrangulamento no homem, enquanto os familiares reagem tentando intervir. O homem é imobilizado e algemado, sendo posteriormente levado para o interior de uma viatura.
Em declaração ao TNH1 na noite de terça-feira (23), a PM informou que, apesar de não ter recebido uma denúncia formal, uma investigação preliminar foi instaurada após o caso se tornar público na mídia local, com análise das imagens disponíveis. A corporação afirmou: “Em relação ao fato em questão, mesmo que a Corregedoria da PM ainda não tenha recebido a denúncia formal, foi iniciado um procedimento de Investigação Preliminar sobre a abordagem, com base nas informações da imprensa e nos vídeos que circularam na internet. Esses materiais estão sendo analisados”.
Relatos indicam que os policiais teriam ameaçado o homem e agredido sua esposa e filho de 16 anos. O homem que registrou o vídeo denunciando a abordagem foi baleado na madrugada de terça-feira e está hospitalizado no Hospital Geral do Estado (HGE). A PM comentou que, como a autoria do atentado ainda não foi identificada, o caso deverá ser investigado pela Polícia Civil de Alagoas.
A Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas (OAB/AL), expressou preocupação com a integridade física do cliente e denunciou perseguições desde que ele tornou pública a abordagem policial. A PM reforçou que não tolera desvios de conduta por parte de seus membros e orientou que denúncias de excessos em abordagens policiais sejam oficializadas na Corregedoria da Corporação, condição inicial para a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar para apuração dos fatos, garantindo o direito ao contraditório e à ampla defesa dos envolvidos.
