Maceió, 2 de outubro de 2026

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Anac e Ministério de portos e aeroportos investigam morte do cão Joca

Reprodução / Instagram

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o Ministério de Portos e Aeroportos lançaram uma investigação sobre a morte do cachorro Joca. O anúncio foi feito pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), e pelo deputado federal Fernando Marangoni (União-SP) na noite desta terça-feira (23).

“O ministro e a Anac garantiram que abrirão um processo para apurar as responsabilidades e, dependendo do resultado, aplicarão as penalidades cabíveis”, afirmou Marangoni em um vídeo publicado nas redes sociais do deputado estadual de São Paulo, Rafael Saraiva (União-SP), que também participou da reunião.

Costa Filho anunciou a formação de um grupo de trabalho no ministério para revisar as regras de transporte de animais. O objetivo é desenvolver políticas públicas em colaboração com a Anac para o transporte de animais domésticos em aviões.

O cão Joca, de 4 anos, estava programado para viajar do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, para Sinop, em Mato Grosso, com seu dono, João Fantazzini.

Por ser de grande porte, Joca não pôde viajar na cabine e foi despachado em uma caixa de transporte, no porão junto com as bagagens dos passageiros.

Ao chegar em Mato Grosso, a Gol informou a João sobre o equívoco. O cachorro não estava no mesmo voo e estava em Fortaleza, a 2.082 km de distância.

O tutor recebeu imagens e vídeos do cachorro no Ceará, sendo cuidado pelos funcionários da companhia aérea. Como Joca faria uma conexão em Guarulhos antes de seguir para Sinop, João decidiu voltar para São Paulo para encontrar o animal.

Ao chegar ao aeroporto de Guarulhos, João descobriu que Joca estava sem sinais vitais.

A morte do cão foi confirmada por uma veterinária, que emitiu um laudo de “parada cardiorrespiratória com causa ainda a ser esclarecida”. O vídeo gravado pela mãe de João viralizou nas redes sociais, mostrando o tutor ao lado do cachorro, já sem vida, no terminal de cargas de Guarulhos.

A Gol lamentou o ocorrido, atribuiu o desvio de rota do animal a uma falha operacional e declarou que ficou surpresa com a morte do cão.

“A Companhia está oferecendo todo o suporte necessário ao tutor e a apuração dos detalhes do ocorrido está sendo conduzida com prioridade total pelo nosso time. Nos solidarizamos com o sofrimento do tutor do Joca. Entendemos a sua dor e lamentamos profundamente a perda do seu animal de estimação”, diz um trecho da nota.

Devido ao incidente, a Gol Linhas Aéreas suspendeu por 30 dias a venda do serviço e o transporte de cães e gatos nos porões das aeronaves.

Este não é o primeiro caso de problemas da Gol envolvendo cachorros despachados em suas aeronaves. Em 2021, a cachorra Pandora desapareceu durante uma conexão no Aeroporto de Guarulhos, sendo encontrada somente 40 dias depois. Como resultado, a companhia aérea chegou a suspender o transporte de animais no porão, retomando o serviço vários meses depois.

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