Maceió, 2 de outubro de 2026

SIGA-NOS

Delegado dá detalhes sobre morte de enfermeiro em motel e prisão de PM

GPS ‘carrapato’: delegado dá detalhes sobre morte de enfermeiro em motel e prisão de PM – Reprodução

O delegado Flávio Dutra, da Polícia Civil de Alagoas, repassou novas informações sobre a morte do enfermeiro Ítalo Fernando de Melo, morto a tiros em um quarto de motel, na madrugada do último domingo, 14, em Arapiraca, Agreste alagoano. Um policial militar foi preso por suspeita de cometer o homicídio. A mulher que estava no motel com a vítima seria esposa do militar e estaria em um relacionamento extraconjugal.

Ao Fique Alerta, Dutra afirmou que um aparelho de GPS (sistema de posicionamento global) colocado de maneira clandestina no carro da mulher, que também é enfermeira, pode ter dado a localização exata de onde ela estava.

“A possibilidade desse GPS ter sido implantado de maneira clandestina foi questionada a ela durante o depoimento, ela afirmou que realmente não sabia desse aparelho colocado no carro, que a gente comumente chama de ‘carrapato’. Isso aí foi onde deu a localização exata para que o suposto autor chegasse até o motel e fosse diretamente ao quarto e efetuasse os disparos”.

Ítalo tinha 33 anos e atuava como socorrista em Alagoas. As primeiras informações apontam que ele e a mulher do militar trabalhavam como enfermeiros em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Arapiraca.

“Em depoimento, ela realmente confirmou que havia chegado ao motel por volta das 22h com a vítima, o Ítalo, e que acabou pegando no sono. Por volta de 1h da manhã, acabou acordando com uma pessoa de capacete entrando no local, efetuando diversos disparos de arma de fogo e afirmou para ela que não tinha nada a ver com ela, e ela acabou correndo e se trancando dentro do banheiro. Só saiu depois que teve a certeza que a pessoa se evadiu do local”, contou o delegado.

Ao ser preso, o policial militar não quis falar com os investigadores. “Como a questão do interrogatório é uma oportunidade de defesa do suposto autor, ele pode fazer uso ou não da palavra. No caso, ele decidiu fazer uso do seu direito constitucional ao silêncio e preferiu falar apenas no Judiciário”.

Por: TNH1 com TV Pajuçara

Compartilhe