Maceió, 2 de outubro de 2026

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Eduardo Bolsonaro se pronuncia após governo dos EUA excluir Moraes da Magnitsky

Foto: Reprodução

A reação de Eduardo Bolsonaro à decisão do governo dos Estados Unidos de retirar o ministro Alexandre de Moraes e sua esposa da lista de sanções Magnitsky expôs a dimensão da derrota do movimento liderado pelo deputado e pelo blogueiro Paulo Figueiredo para pressionar Washington a punir ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em nota pública divulgada nesta sexta-feira (12/12) no X, o deputado federal brasileiro, que vive atualmente nos EUA, assumiu que a ofensiva internacional perdeu sustentação e culpou a “falta de coesão interna” no Brasil.

Desde março deste ano, Eduardo e Figueiredo encabeçavam um esforço articulado com grupos conservadores ligados a Donald Trump para apresentar Moraes como violador de liberdades civis.

O objetivo era manter o ministro do STF – responsável por decisões nos inquéritos do 8 de janeiro de 2023 e relator das ações que condenaram Jair Bolsonaro à inelegibilidade e à pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe – como alvo de punições estrangeiras.

Na nota, Eduardo lamenta abertamente o fracasso. “Recebemos com pesar a notícia da mais recente decisão anunciada pelo governo americano.” O texto também sugere que a estratégia de exportar o conflito político brasileiro encontrou pouca aderência internacional:

 

“A sociedade brasileira […] não conseguiu construir a unidade política necessária para enfrentar seus próprios problemas estruturais.”

O deputado atribui o revés à ausência de apoio interno. “A falta de coesão e o insuficiente apoio às iniciativas conduzidas no exterior contribuíram para o agravamento da situação atual.”

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