Maceió, 2 de outubro de 2026

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Entenda como PEC blinda parlamentares de investigações do STF e de prisões

Lula Marques/Agência Brasil

A PEC da Blindagem permite ao Congresso barrar processos criminais no STF (Supremo Tribunal Federal) contra deputados e senadores e prisões de parlamentares. O texto principal da proposta foi aprovado nesta terça-feira (16). Os deputados ainda precisam votar as últimas alterações antes de enviar o projeto para análise dos senadores.

A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) contém uma blindagem mais ampla do que a original estabelecida na Constituição de 1988 e que havia sido derrubada em 2001 devido à pressão popular contra a impunidade.

O texto recebeu apoio maciço dos partidos do centrão, do PL de Jair Bolsonaro, e também votos favoráveis de uma minoria entre os deputados do PT. Para ser promulgada e passar a valer, a PEC deve também ser aprovada pelo plenário do Senado, em dois turnos.

COMO É HOJE

Deputados e senadores só podem ser presos em flagrante por crime considerado grave e sem direito a fiança, como racismo, estupro ou crime contra o Estado democrático de Direito.

Eles podem ser processados criminalmente sem autorização do Congresso, e esses processos correm diretamente no STF, desde que tenham relação com o mandato e com a função política do parlamentar.

Para crimes sem vínculo com o cargo, a Justiça é acionada em outras instâncias. Na área cível, em ações de improbidade administrativa ou bloqueio de bens, não existe foro especial: qualquer juiz pode decidir sobre as medidas.

Até 2001, o STF precisava pedir autorização da Câmara ou do Senado para abrir um processo criminal, e essa autorização era decidida em votação secreta. O modelo foi derrubado pelo próprio Congresso depois de críticas de que a autorização prévia servia apenas para blindar parlamentares.

Desde então, o Legislativo pode votar em plenário a suspensão de um processo já em andamento, se entender que há motivações políticas para o processo —nesse caso, a votação é aberta.

O QUE É A PEC DA BLINDAGEM

Patrocinado pelo centrão como reação às dezenas de investigações sobre desvio de emendas, o texto amplia o foro especial e protege parlamentares não só em relação a investigações criminais, mas abre também brecha na área cível, algo inédito.

Por:  Mateus Vargas, Ranier Bragon, Arthur Guimarães de Oliveira e Laura Intrieri/Folhapress

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