
Morte de cão Joca em voo da Gol gera preocupação nacional e levanta questões sobre transporte aéreo de animais
A trágica morte do cão Joca, de apenas 4 anos, durante um voo da Gol deixou tutores de todo o país consternados. O incidente, ocorrido durante um voo com destino à Guarulhos, na Grande São Paulo, está sendo investigado pela Delegacia do Meio Ambiente de Guarulhos, e tem levantado questões sobre as fragilidades do transporte aéreo de animais em porões ou aviões de carga adotado no Brasil.
Especialistas em saúde e em direito animal entrevistados pela Folha alertam para os riscos enfrentados pelos pets em situações como essa, incluindo ferimentos por estresse do confinamento, ingestão de substâncias tóxicas, falta de circulação de ar e mudanças bruscas de temperatura, entre outros.
O tutor de Joca, João Fantazzini, expressou sua indignação nas redes sociais, responsabilizando a Gol pela perda do animal. O cão, que pesava 47 kg, foi embarcado no porão de um voo diferente do da família e acabou sendo enviado para Fortaleza (CE), em uma jornada quatro vezes mais longa do que o planejado originalmente.
Profissionais como Adroaldo José Zanella, professor especializado em bem-estar animal, destacam os perigos do estresse e das condições inadequadas de transporte para os animais, que podem resultar em consequências graves, incluindo o óbito.
A médica veterinária Michelle Cristina Durci ressalta a importância de exames prévios antes do embarque e critica a falta de preparo das companhias aéreas para lidar adequadamente com os animais transportados.
Carla Maion, veterinária especialista em nutrição animal, destaca a necessidade de precauções por parte dos tutores, como escolher empresas que ofereçam suporte adequado aos animais e optar por voos diretos sempre que possível.
A Gol emitiu uma nota lamentando o ocorrido e admitindo falhas operacionais que levaram à morte de Joca. A empresa interrompeu temporariamente a venda de serviços de transporte de animais até que as investigações internas sejam concluídas.
O caso levanta questões sobre a regulamentação do transporte aéreo de animais no Brasil, com especialistas defendendo uma revisão das práticas atuais e uma maior consideração pelo bem-estar dos animais durante o transporte.
