Maceió, 1 de outubro de 2026

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Estudante de medicina entra em estado vegetativo após procedimento cirúrgico na mandíbula

Familiares da estudante Larissa Moraes de Carvalho cobram explicações sobre complicações no procedimento feito na Santa Casa de Juiz de Fora | Foto: Arquivo Pessoal

Família busca respostas após estudante de medicina entrar em estado vegetativo após cirurgia na mandíbula

Há um ano, a família de Larissa Moraes de Carvalho, uma juiz-forana de 31 anos e estudante de medicina, aguarda ansiosamente por esclarecimentos sobre o estado de sua filha, que ficou em estado vegetativo após uma parada cardiorrespiratória durante uma internação para uma cirurgia ortognática na Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora, em março de 2023.

A cirurgia, um procedimento para corrigir alterações de crescimento dos maxilares e mandíbulas, era recomendada por dentistas desde a infância de Larissa. Seu pai, Ricardo Carvalho, explicou que ela havia pesquisado durante três anos para encontrar o melhor profissional e conversado com professores de medicina sobre o assunto. No dia do procedimento, ela estava confiante, apesar de saber que seria uma cirurgia longa sob anestesia geral.

O caso foi levado ao Ministério Público de Minas Gerais, e em setembro de 2023, o promotor Jorge Tobias de Souza determinou a abertura de uma investigação pela Polícia Civil. A Santa Casa de Misericórdia, o médico responsável pela cirurgia e a anestesista estão sendo investigados, mas até o momento, não houve pronunciamento da unidade de saúde nem retorno da defesa dos profissionais envolvidos.

Ricardo lembra que após o procedimento, viu sua filha sendo levada para o quarto por enfermeiras, mas notou algo errado quando percebeu que ela estava sendo submetida a massagem cardíaca. Segundo o prontuário médico, Larissa saiu da sala de Recuperação Pós-anestésica e foi para o quarto do 9º andar da unidade em estado de parada cardiorrespiratória, sem que isso fosse identificado durante o trajeto.

Após um mês na CTI, onde contraiu pneumonia e infecção urinária, Larissa foi transferida para um quarto, onde permaneceu até março deste ano. Desde então, ela está em tratamento domiciliar, em estado vegetativo, necessitando de cuidados 24 horas por dia, incluindo fisioterapia, fonoaudiologia, alimentação e medicação por sonda, além de assistência para necessidades fisiológicas básicas.

A família contratou uma perícia particular e o Ministério Público solicitou a apresentação do prontuário médico completo de Larissa, além de outras medidas para esclarecer o ocorrido.

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