Maceió, 1 de outubro de 2026

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Homem confessa ter matado funcionário de escola em AL; polícia investiga crime passional

Paulo Ricardo foi morto a tiros | Arquivo Pessoal

O homem que assassinou Paulo Ricardo Januário da Silva, um funcionário de uma escola particular, foi detido por policiais civis da Delegacia de Homicídios na terça-feira (24). Ele foi encontrado na casa de sua mãe, no Cacimbas, em Arapiraca, onde confessou o crime. O suspeito era o ex-companheiro da namorada da vítima e realizou o homicídio a tiros no dia 23 de agosto.

Sob a direção do delegado Everton Gonçalves, a Delegacia de Homicídios de Arapiraca cumpriu um mandado de prisão e busca e apreensão emitido pela 5ª Vara Criminal. O homem já tinha registros anteriores na polícia por ameaças, violência doméstica e porte ilegal de armas.

“Durante o interrogatório, ele admitiu o crime e afirmou ter sido ameaçado pela vítima. Segundo sua versão, Paulo Ricardo havia contratado alguém para matá-lo, então ele agiu primeiro. Contudo, não acreditamos nessa justificativa”, relatou Gonçalves.

O delegado esclareceu que a discórdia entre os dois estava relacionada a uma mulher. O suspeito tinha um histórico de ameaças contra a vítima e a polícia acredita que o crime foi motivado por ciúmes. “Apesar de ele negar, diz que matou Paulo porque acreditava que ele o mataria”, acrescentou.

Crédito: Reprodução/Video

Crime premeditado

Paulo Ricardo foi baleado quando voltava para casa após o trabalho. Ele havia chamado um transporte por aplicativo devido a um pneu furado em sua moto. Antes de ser assassinado, ele informou a companheira sobre o problema com o veículo.

“Ele confessou ter furado o pneu da moto da vítima em frente à escola para dificultar a fuga, tornando mais fácil o assassinato. No entanto, Paulo optou por pegar um motoboy para ir embora. O suspeito o perseguiu e atirou; a vítima caiu da moto e o autor disparou mais vezes. Ele detalhou toda a situação”, explicou o delegado.

Crédito: Reprodução/Video

O homem já havia sido detido pela Polícia Militar no dia do homicídio, mas foi liberado após prestar depoimento. Agora, ele foi levado de volta à delegacia e permanecerá à disposição do Poder Judiciário de Alagoas.

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