Maceió, 2 de outubro de 2026

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Kel Ferreti: Justiça revoga cautelares e determina volta à prisão do influenciador

Reprodução/Instagram

A Justiça de Alagoas determinou a revogação das medidas cautelares e o retorno à prisão do influenciador Kel Ferreti, condenado por estupro. O crime, segundo a denúncia, ocorreu em 16 de junho de 2024.

A prisão preventiva do influenciador foi decretada pelo desembargador João Lessa, da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Alagoas. O mandado foi expedido na quinta-feira (18).

O abuso sexual aconteceu em uma pousada no bairro de Cruz das Almas, em Maceió. No processo, o relato da vítima aponta que houve socos, tapas e estrangulamento

. Ela afirma que tentou sair, mas que nada disso fez o influenciador parar.

Kel Ferreti foi preso em dezembro de 2024, durante uma operação contra jogos online. Em abril deste ano, a Justiça o condenou a 10 anos de prisão por estupro. No entanto, em agosto, a pena foi reduzida para sete anos, e ele passou a cumprir a condenação em regime semiaberto.

Em nota (na íntegra ao final da matéria), a defesa de Kel Ferretti declarou que está ciente da decisão e que o “ato é manifestamente ilegal, processualmente nulo e atentatório às garantias do devido processo legal”. Além disso, alegaram que não há provas do descumprimento de Kel Ferreti.

“No mérito, a defesa refuta categoricamente qualquer alegação de aproximação do acusado em relação à suposta vítima. Não há prova concreta, idônea ou contemporânea que demonstre conduta voluntária de descumprimento de medida cautelar por parte de Kel Ferreti”, afirmou a defesa.

Botão de pânico acionado três vezes

Dois meses após sair da prisão, o botão de pânico da vítima de estupro do Kel Ferreti já tinha sido acionado três vezes. Segundo os advogados, o estado emocional da mulher tem sido considerado “muito abalado” nos últimos meses. As informações foram divulgadas pelo programa Fantástico.

O influenciador podia utilizar redes sociais e frequentar festas e bares, porém não podia se aproximar da vítima do estupro. Com isso, ela anda com o botão de pânico e o acionou três vezes desde agosto.

O botão do pânico ajuda o sistema de Justiça e a polícia a fiscalizar medidas protetivas oferecidas a mulheres vítimas de violência doméstica ou abuso sexual. O botão é acionado pela mulher toda vez que o suspeito, condenado a ficar distante dela, se aproximar.

Marcelo Melo e André Sampaio, advogados da vítima, relataram que a enfermeira está deprimida e que ainda precisa se reestruturar financeiramente, já que também foi alvo dos golpes financeiros com jogos onlines, nos quais Kel é apontado como chefe da organização criminosa.

“Desde que ele saiu da prisão, ela está muito mais abalada do que estava antes. […] Ela tem que se reerguer do zero, inclusive financeiramente”, declararam os advogados.

Nota da defesa

A defesa técnica de Kel Ferreti manifesta profundo inconformismo com a recente decisão que decretou sua prisão preventiva, por entender que o ato é manifestamente ilegal, processualmente nulo e atentatório às garantias do devido processo legal.

Por: Pedro Acioli/TNH1

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