
A mãe de uma criança de dois anos temporariamente perdeu a guarda de sua filha após denunciar supostos abusos e violência sexual ocorridos na creche onde a menina estava matriculada, localizada em Roteiro, interior de Alagoas. A defesa da mãe alega que a decisão judicial foi fundamentada em um relatório do Conselho Tutelar da cidade, o qual, segundo ela, apresentava inconsistências e até mesmo uma possível ligação entre um dos conselheiros e a proprietária da creche.
Em uma entrevista exclusiva à TV Pajuçara, a mãe relatou que ao buscar sua filha na creche, notou sinais de violência física e sexual, incluindo arranhões e sangramento na região genital. Após procurar a direção da instituição, e não obter uma resposta satisfatória, levou a criança a uma unidade de saúde, onde a suspeita de abuso foi confirmada por um médico.
Diante disso, a mãe procurou o Conselho Tutelar, porém, enfrentou dificuldades para obter assistência imediata. Além disso, o relatório do conselho, segundo sua defesa, não refletia adequadamente a situação e a acusava de negligência. Posteriormente, a justiça determinou que a criança fosse retirada temporariamente da guarda da mãe e encaminhada para uma instituição de acolhimento.
A defesa da mãe questiona a imparcialidade do relatório do Conselho Tutelar, especialmente devido ao possível conflito de interesses envolvendo um dos conselheiros e a proprietária da creche. Agora, estão trabalhando para apresentar um recurso no Tribunal de Justiça, contestando a decisão e buscando reverter a situação.
Tanto o Conselho Tutelar quanto a creche emitiram declarações em resposta às acusações. O Conselho Tutelar negou qualquer interferência indevida e afirmou ter cumprido rigorosamente com suas atribuições, enquanto a creche afirmou nunca ter recebido relatos de violência em suas dependências e se colocou à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
Assista à reportagem da TV Pajuçara:
https://youtu.be/8AmIPNuNCZY
