Maceió, 1 de outubro de 2026

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Marido vai a júri pelo assassinato de advogada; irmã da vítima relata convivência violenta

Reprodução/Redes sociais

Acusado de matar a esposa a facadas em julho de 2022, o réu Alisson José Bezerra da Silva está sendo julgado nesta terça-feira (06), no Fórum da Capital, no Barro Duro. O juiz responsável pelo caso é Yulli Roter. Ao ser interrogado, ele confirmou ter matado a mulher, mas disse que não se lembrava como.

Durante o julgamento, a irmã da vítima, Cleonice das Dores da Silva, disse ao assistente de acusação que Maria Aparecida da Silva Bezerra e os filhos tinham medo do marido. Ela contou que presenciou uma briga do casal dentro da residência onde moravam, causada pelo acúmulo de pratos na pia. Alisson teria entrado “quebrando tudo”.

Em outra vez, quando estavam a caminho do município de Santana do Mundaú, cidade natal delas, o homem chegou a colocá-la para fora do carro. Além disso, entre os relatos de violência contra os filhos, Cleonice citou uma vez em que ele bateu na filha apenas porque a menina escreveu o nome dela na poeira do carro.

Foto: Ascom/Ministério Público de Alagoas

Segundo o Ministério Público, devido ao ciúme extremo do marido, ele mantinha um sistema de câmeras em casa, para vigiar a esposa, e também no escritório dela para ouvir as conversas de Aparecida com os clientes.

Alisson Bezerra está sendo julgado por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e feminicídio).

Relembre o caso – Alisson matou a companheira a facadas no final da manhã do dia 21 de julho de 2022, em um conjunto residencial no bairro do Antares, na parte alta de Maceió. Maria Aparecida Bezerra, de 54 anos, foi morta com golpes de faca pelo marido, de 44 anos. A vítima já havia trabalhado como policial militar, mas tinha pedido baixa para se dedicar à advocacia.

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