Maceió, 2 de outubro de 2026

SIGA-NOS

MPF, MPAL e DPU solicitam anulação de decreto para terminal de ácido sulfúrico no Porto de Maceió.

Foto: Reprodução

O Ministério Público Federal (MPF), a Defensoria Pública da União (DPU) e o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) expediram, nessa terça-feira (7), uma recomendação conjunta ao Ministério de Portos e Aeroportos (MPOR) com pedido de anulação ou revogação de dispositivo do Decreto nº 10.330/2020, que qualifica o Terminal MAC10, localizado no Porto de Maceió, em Alagoas, para movimentação e armazenagem de granéis líquidos, principalmente ácido sulfúrico. A recomendação demonstra que a medida é necessária para evitar riscos ao meio ambiente, à população, ao potencial turístico e à pesca.

Amparada pela norma, a multinacional francesa Timac obteve licença junto ao Governo Federal, em 2020, durante leilão realizado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), para construção de um terminal de armazenagem de granel líquido, no Porto de Maceió. O projeto visava a instalação de uma Unidade de Recebimento e Estocagem de Ácido Sulfúrico, para atender a fábrica de fertilizantes da empresa no Munício de Santa Luzia do Norte (AL). O terminal onde o ácido sulfúrico ficaria armazenado seria construído em uma área de quase 8 mil metros quadrados no Porto de Maceió, localizado entre as principais praias urbanas da cidade.

Os órgãos defendem que não houve a devida avaliação de impactos ambientais antes da publicação do Decreto nº 10.330/2020, uma vez que o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) realizado pela Antaq não avaliou os riscos do empreendimento ao meio ambiente, à sociedade e ao potencial turístico da cidade.

Compartilhe