Maceió, 1 de outubro de 2026

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Pacientes pagavam até R$ 2 mil para fazer tratamento em clínica de reabilitação

Reprodução/TV Pajuçara

Além de constatar diversas irregularidades na clínica de reabilitação onde morreu a esteticista Cláuda Pollyane, as investigações apontam que o centro de recuperação chegou a cobrar até R$ 2 mil para realizar tratamentos de algumas vítimas. A informação foi confirmada pela delegada Ana Luiza Nogueira, em entrevista à reportagem da TV Pajuçara/RECORD, nesta segunda-feira, 25.

Segundo a delegada, apesar do alto valor para o tratamento da dependência química, os pacientes eram submetidos a condições degradantes. A clínicia, que fica localizada em Marechal Deodoro, na região metropolitana de Maceió, foi interditada na manhã de hoje. 

“Nós constatamos uma série de irregularidades nessa clínica terapêutica. Para ser terapêutica, ela deveria ser filantrópica, ou seja, ela não poderia cobrar pela internação. Nós temos informações de que os familiares das vítimas pagavam um valor em torno de R$1.800 ou até R$ 2 mil reais para que elas permanecessem no local, que estava em condições degradantes e sub-humanas”, disse a delegada Ana Luiza Nogueira.

O local onde funcionava a comunidade terapêutica também tinha um cômodo chamado de “quarto da tortura” pelos internos, segundo as investigações.

A situação foi verificada durante operação na manhã desta segunda-feira (25). A parede, segundo a delegada Ana Luiza Nogueira, estava suja (circulada em vermelho na foto em destaque), possivelmente com manchas de sangue causadas pela violência praticada contra pacientes.

“De acordo com informações prestadas, também havia o cometimento de crimes de violência física, de violência psicológica e até de crime de estupro [no quarto da tortura]”, revelou a delegada.

Por: TNH1

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