Maceió, 1 de outubro de 2026

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Perseguição, arma e câmera apreendidas: o que diz a Polícia Civil sobre caso Amanda Ruanne

Amanda Ruanne Lopes da Silva, de 32 anos, deixa dois filhos – Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Alagoas informou ao TNH1, nesta terça-feira, 08, que investiga a ocorrência que resultou na morte de Amanda Ruanne Lopes da Silva, de 32 anos, registrada nesse sábado, 05, no bairro do Jacintinho, em Maceió. O caso aconteceu durante uma abordagem feita por uma equipe da Polícia Militar.

A apuração está sendo conduzida pela Divisão Especial de Investigação Criminal (DEIC), da DRACCO, sob responsabilidade do delegado Igor Diego, com a participação de delegados e policiais civis da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

“Por determinação do delegado-geral da Polícia Civil, com uma investigação ampla e transparente sobre as circunstâncias do ocorrido”, citou a PC.

Veja a nota:

“Segundo as informações preliminares apuradas pela investigação, policiais militares foram acionadas após informes de inteligência da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) indicando a presença de indivíduos suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas nas proximidades da Grota do Cigano.

Durante a abordagem, os suspeitos, todos homens, teriam fugido do local, sendo perseguidos pelos policiais que realizavam a incursão. Enquanto isso, um dos militares, responsável pela condução do veículo, permaneceu nas proximidades da viatura. Nesse momento, algumas mulheres teriam se aproximado do militar e questionado a ação policial.

De acordo com os relatos colhidos até o momento, uma das mulheres teria avançado contra o policial e tentado retirar sua arma de fogo, ocasião em que ocorreu um disparo que atingiu Amanda.

O delegado Igor Diego ressalta que a investigação busca esclarecer, de forma técnica e imparcial, a dinâmica dos fatos e verificar se a atuação do policial ocorreu dentro dos parâmetros legais ou se houve eventual excesso.

Todos os policiais envolvidos na ocorrência já foram ouvidos. A arma de fogo utilizada pelo militar foi apreendida e será submetida à perícia. Também foi apreendida uma câmera que estava no colete do policial. Segundo a investigação, o equipamento pertence ao próprio militar e não se trata de uma câmera fornecida institucionalmente pela Polícia Militar ou pelo Estado.

As equipes da Polícia Civil também estão realizando diligências para localizar e analisar imagens de câmeras de segurança existentes nas proximidades do local da ocorrência, além de identificar e ouvir pessoas que presenciaram os fatos, incluindo mulheres que estavam no local e familiares da vítima.

O delegado esclarece ainda que a ocorrência foi apresentada inicialmente à DRACCO e que não houve encaminhamento do caso à DHPP para posterior transferência à DRACCO.

Igor Diego informou que foi determinada a formação de uma comissão integrada por policiais civis e delegados DRACCO e da DHPP para atuarem em conjunto no caso”.


O que diz a PM

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