
“Greve de Servidores Técnicos da UFAL Pode Interferir nas Aulas”
Após 22 dias de paralisação dos servidores técnicos da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), as aulas na instituição estão sob ameaça de suspensão. A decisão foi tomada em uma assembleia realizada na universidade, como parte de um movimento nacional de greve da categoria.
Os servidores reivindicam reajuste salarial e a reestruturação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários dos cargos técnico-administrativos em Educação (PCCTAE). A greve tem impactado os campi da UFAL em Maceió e nas cidades do interior.
“Nosso PCCTAE já tem 25 anos e está defasado. Agora, estamos na cobrança da atualização dele. Para se ter uma noção, nosso PCCTAE tem um salário inicial de pouco mais de R$1.300”, explicou Nadja Lopes, coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal de Alagoas (Sintufal).
A greve tem afetado diversos setores que dependem do trabalho dos técnicos na universidade, incluindo o Hospital Universitário (HU).
“A universidade e os técnicos administrativos estão em greve. Estamos tendo uma adesão muito grande no movimento grevista. Vamos, apenas, manter os serviços essenciais funcionando”, destacou Nadja Lopes.
Sobre o impacto na realização das aulas, ela acrescentou: “As aulas ainda estão acontecendo, mas, com a proporção dos companheiros na greve, a tendência é que elas sejam suspensas”.
No Hospital Universitário, a intenção é reduzir o funcionamento para 30%. “Estamos tendo redução na oferta no banco de sangue, na radioterapia e no laboratório. Inclusive, tivemos uma reunião com a direção do HU, onde houve o comprometimento de que a proporção que a greve aumentasse, haveria também redução dos serviços”, acrescentou.
O Centro de Oncologia (HUPAA/UFAL) segue operando normalmente. “Em contrapartida, pretendemos reduzir ou suspender consultas e cirurgias eletivas, mas isso será feito de forma gradual”, concluiu.
A reestruturação do plano de carreira é uma demanda antiga da classe. Segundo o Sintufal, os servidores não recebem reajuste salarial desde 2017 e não houve correção seguindo a inflação dos últimos anos.
A greve dos técnicos ocorre em consonância com a orientação da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação das Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra), que deflagrou greve nacional em 11 de março.
